quarta-feira, 2 de maio de 2012

PLANO DE AÇÃO DA COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA



GOVERNO DE RORAIMA
PREFEITURA DE IRACEMA
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
PLANO DE AÇÃO



MARIA IZABEL BORGES PEREIRA
Iracema/RR
2012


SUMÁRIO

Ø 1. Apresentação
Ø 2. Justificativa
Ø 3. Objetivos
Ø 3.1 Objetivos gerais
Ø 3.2 Objetivos Específicos
Ø 4. Metas
Ø 5. Bases Legais
Ø 6. Avaliação
Ø 7. Referência Teórica
Ø 8. Avaliação
Ø 9. Referenciais Bibliográficos









1. APRESENTAÇÃO


A Coordenação Pedagógica através da Secretaria de Educação apresenta seu Plano de Ação: Resignificando a Práxis Pedagógica. Onde sua importância reside na junção de orientações e informações pertinentes e facilitadores da prática a ser desenvolvida pelos profissionais que atuam nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Iracema. A Coordenação pedagógica visa uma ação dinamizadora que possibilite a integração das dimensões política e pedagógica da gestão escolar. Dessa forma, espera-se estar contribuindo para a organização do cotidiano das escolas, com vistas a uma educação de qualidade atendimento aos alunos com necessidades especiais de aprendizagem, produzindo, mantendo e ampliando a rede de saberes na escola diante das diversidades externas e internas.








2. JUSTIFICATIVA:

Considerando que o Plano de Ação é um instrumento idealizado através de um planejamento que demanda diagnóstico, estudo e comprometimento de seus envolvidos e, que o mesmo norteia as ações e direciona caminhos para alcançar objetivos e metas ao qual se propõe: Considero ainda a necessidade de se reestruturar a Organização Pedagógica das Escolas Municipais decorrentes as exigências que a implantação do Ensino Fundamental de nove anos apresenta, é que se faz necessário a Construção deste Plano de Ação do Departamento Pedagógico que mescla, portanto, o Plano de Ação, que será executado em parceria com os gestores e coordenadores pedagógicos das escolas municipais, efetivando viabilizar as intervenções essenciais relacionadas aos entraves sócio-educativos e organizacionais, visando um percurso digno a toda Comunidade Escolar. 









3. OBJETIVOS:

3.1 Geral:
·       Trabalhar em conjunto, com os Coordenadores Pedagógicos das Escolas Municipais, acompanhando seus projetos através do Plano de Ação da escola da coordenação e o Projeto da Sala de Leitura, procurando criar novas perspectivas de maneira a aumentar ainda mais o sucesso das Escolas Municipais.
·       Estimular os Coordenadores Pedagógicos a desenvolver com entusiasmo suas atividades, procurando auxiliá-los na prevenção e na solução dos problemas que aparecem


3.2 Específicos:
·       Acompanhar o desempenho dos alunos, através de ficha de acompanhamento bimestral e visitas periódicas;
·       Incentivar e promover condições para elaboração e execução do Projeto de Leitura;
·       Dar atendimento individual as escolas conforme as necessidades;
·       Manter contato com os Coordenadores Pedagógicos, dando suporte aos alunos com necessidades especiais de aprendizagem

4. METAS

·       Promover mensalmente encontros com os Coordenadores Pedagógicos.
·          Informar ao Secretário de Educação o resultado do              rendimento bimestral das escolas da rede municipal de ensino.
·       Atingir o percentual de 98% de aprovação nas escolas de Ensino Fundamental.
·       Elaboração e execução do Projeto de Leitura das escolas.
·       Elaboração de jogos pedagógicos para auxiliar no desenvolvimento das habilidades e competências, levando em consideração a realidade e a necessidade dos alunos.






5. BASES LEGAIS


1 – A LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDB)
·       Instituída em 20 de dezembro de 1996, sob n 9.394/96 estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, dispondo sobre os princípios e fins da educação, o direito à educação e o dever de educar, bem como sobre a organização, estruturada e funcionamento em âmbito nacional.
O Sistema Municipal de Ensino de Iracema é composto de 06 Unidades Escolares/2012 atendendo aproximadamente 789 alunos que estão regularmente matriculados na Educação Básica.
A Secretaria de Educação do Município de Iracema atende a Organização do Ensino Fundamental de Nove Anos e da Educação Infantil, que adota a seguinte nomenclatura:
EDUCAÇÃO INFANTIL
 Creche de zero até 03 anos
Pré-escola de 04 e 05 anos.
Ensino Fundamental (anos iniciais) de 06 a 10 anos de idade.
A Educação Infantil – é a primeira etapa da Educação Básica, conforme especificada na LDB n 9.394/96 um processo educacional que tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança, até 06 anos de idade.
Pré-escolas – para crianças de zero a 05 anos de idade, para em complementação à ação da família, proporcionar condições adequadas de desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social da criança e promover a ampliação de suas experiências e conhecimentos, estimulando o seu interesse pelo processo de transformação da natureza e pela convivência em sociedade.

ENSINO FUNDAMENTAL –
O Ensino Fundamental é uma das grandes responsabilidades do Sistema Municipal de Educação. Está organizado em classes regulares em duas etapas. A primeira etapa atende do primeiro ao quinto ano, de acordo com a ampliação do Ensino Fundamental de nove anos com a inclusão das crianças de 06 anos, conforme a Lei 11.274/06. Esta iniciativa visa elevar a escolaridade das crianças, especialmente daquelas sem acesso à Educação Infantil, e levar mais cedo para escola às que estão em situação de risco social, bem como promover a regularização do fluxo escolar para as crianças em distorção idade/série.



AVALIAÇÃO E RENDIMENTO ESCOLAR

Vários mecanismos de avaliação devem ser utilizados de forma dirigida ou espontânea dentre os quais: relatórios, questionários, pesquisas, testes, entrevistas, fichas de acompanhamento, auto-avaliação... A Média bimestral (MB) em cada componente curricular é obtida por meio da Média ponderada, obedecendo à seguinte distribuição:
Participação(P) = peso 20 Trabalhos (T) = peso 30 teste/prova (T/P) = peso 50
            MB = (PX20) + (TX30) + (T/PX50)
                                100
Art.62 A média final (MF) em cada componente curricular é obtida por meio da média ponderada dos quatro bimestres letivos, de acordo com a seguinte fórmula:
             MF = (MB1) + (MB2) + (MB3) + (MB4)
                                       4
Art. 63 Para efeito de promoção a Média bimestral e final mínima será 70 (setenta) pontos numa escala de zero a cem.
Art. 64 No caso de aluno submetido à recuperação final, o cálculo da média (MRF) será obtido pela fórmula seguinte.
                       MRF = MF + NR
                                  2

Entre as funções do Coordenador Pedagógico temos:

PREVENTIVA – consiste sempre em procurar a melhoria do processo ensino aprendizagem.
CONSTRUTIVA – de maneira positiva e cooperativa, procurar sempre auxiliar o corpo docente a superar suas dificuldades.
CRIATIVA – estimular habilidades individuais de cada um, buscar novos caminhos, pesquisar e criar novos recursos do ensino.




7. REFERENCIAL TEÓRICO

A atribuição essencial do coordenador pedagógico está associada ao processo de formação em serviço dos professores.
Os principais recursos da Educação são as pessoas, os saberes e as experiências de mobilização.
Luis de Camões (1524-1580), “a necessidade aguça o engenho”. São das necessidades que freqüentemente surgem no sistema educacional e que aparecem as formas mais criativas de identificar e produzir recursos e de construir soluções inovadoras.

Para que a escola não funcione segundo uma lógica meramente bancária – expressão usada por Paulo Freire (1921 - 1997) é fundamental que ela seja permeada por princípios democráticos, em que os educandos aprendem sobre cidadania ao exercê-la. É a capacidade de mobilização que permite fazer de cada escola um projeto. O grande problema de hoje não é saber como será a escola do futuro, mas saber se há futuro para a escola que estou coordenando.

De acordo com DANTAS (1992, p.88),”a emoção traz consigo a tendência para reduzir a eficácia do funcionamento cognitivo”.

                                          ...

Por outro lado

À medida que o ser humano se desenvolve suas emoções se desenvolvem, sua afetividade se torna cognitiva. Fica clara a reciprocamente, cognição e emoção envolvem-se passo a passo, uma influenciando a outra, numa forte relação. Assim, “as conquistas do plano afetivo são utilizadas no plano cognitivo e vice-versa, numa marcha cujo ponto de partida e de chegada é a construção da personalidade”. ( Dantas, 1993, p.75,aput Pinheiro, 1995,p.73).
Uma vez identificadas às demandas do trabalho do coordenador pedagógico, tomando por base os principais grupos com os quais se relacionam, é hora de tecer considerações sobre as características das relações presentes nos processos de interação na escola.
Tomando por base Piaget, Macedo (2001), identifica dois modos distintos de se organizar o trabalho na escola – a lógica de classes e de relação, que não se excluem, mas coordenam-se como meio ou como fim. Quando se trata de agrupar pessoas, a depender do critério que se utiliza, a classificação pode ser perversa, à medida que se exclui os que não estão de acordo com esse critério, como bem aponta o autor, no caso dos alunos excepcionais.
Luckese (1995), ao fazer uma descrição fenomenológica de como o rendimento escolar é avaliado, conclui que na prática se realiza a verificação em face do privilégio à mensuração do desempenho do aluno, da transformação, na maioria das vezes, dos resultados para classificar os alunos em aprovados ou reprovados.


8 – AVALIAÇÃO

A avaliação consiste num trabalho progressivo e cooperativo entre coordenadores pedagógicos e professores, integrados na diagnose dos problemas que interferem no processo de ensino, para doar-lhe solução adequada.
Esta avaliação será feita através de:
·      Verificação dos objetivos propostos.
·      Observação direta e indiretamente de todas as atividades desenvolvidas.
·      Acompanhamento levantamento de dados estatísticos.
·      Análise dos dados coletados.




9 - Referências Bibliográficas


LUCKESE, Cipriano. Avaliação do desempenho escolar. São Paulo: Cortez, 1995
MACEDO. L. Fundamentos para uma educação inclusiva. Psicologia da Educação, revista do Programa de Estudos Pós-graduados PUC`SP, n.13/2 semestre 2001)
DANTAS, Heloysa. A afetividade e a construção do sujeito na psicogenética de Wallon. In: DE LATAILLE, Yves, Oliveira, Marta K. , DANTAS, Heloysa. Piaget. Wigotski e Wallon e teorias Psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992.
A Escola Tem Futuro? Promessas as Incertezas, Rui Canário, 160 págs, Ed. Armed – Revista Gestão Escolar
LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL
ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS

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